quarta-feira, 23 de março de 2011

pensamento do dia. #12

"Suponha que perante si e em cima da mesa da sala está uma caneta. Tem a impressão sensível desse objeto através do tato e da visão. Imagine que fecha os olhos e deixa de pegar na caneta. Tem agora, segundo Hume, uma ideia da caneta. Será essa ideia suficiente para confirmar que a caneta continua a existir independentemente da sua perceção?
A resposta de Hume é não. Segundo Hume, a nossa mente conhece unicamente as suas próprias perceções, isto é, as impressões e ideias que derivam das impressões sensíveis. As impressões são estados internos, subjetivos, e não podem constituir prova de que algo tem uma existência contínua e independente de nós. É a aparente constância das coisas (as coisas que vemos hoje são mais ou menos iguais às que vimos ontem) que nos leva a acreditar que têm uma existência independente das nossas perceções. Esta crença não é justificável para Hume."

Livro de Filosofia, página 193: O problema da existência do mundo exterior

Parece-me que tenho de dar razão ao David Hume, uma vez na vida.

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