segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

mar de rosas.

Começo, aos poucos, a aperceber-me que a vida não é o mar de rosas que há muito estava habituado. Mais tarde ou mais cedo, já sabia que havia de encontrar os espinhos de tantas rosas, porque não existem um sem o outro.
Apenas me pergunto: estarei mesmo disposto a batalhar para voltar à superfície destas rosas de novo? Estarei disposto a sofrer com os espinhos a arranhar-me a carne e trespassar-me o coração? Estarei disposto a combater o que for preciso para ser feliz? Penso, repenso e volto a pensar. Dou em doido, choro, mas não consigo deixar de pensar no mesmo. É demasiado profundo.
E quando penso, é como se não avançasse nada, como se permanecesse à mesma profundidade neste mar cheio de espinhos. Apenas me mexo para os lados, barafusto e esperneio. E aí choro e sofro com mais qualquer coisa que me magoa, porque vejo que errei, fui burro e ingénuo. E daí não surge nada que realmente me faça subir.
Só tu me poderias ajudar a subir e ser feliz. Só tu me poderias retirar tantos espinhos do coração. Mas será isso mesmo possível? Se a vida fosse um sonho, claro que seria. Como não o é, limito-me a viver na agonia.
Se vou combater todos estes espinhos? Darei o meu melhor.

1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei muito rapaz :)
Todos temos tempos assim, servem para crescermos e nos fortalecermos contra o futuro.
Desejo-te toda a sorte no que toca a este assunto, e já sabes, podes contar sempre comigo :)