Foi resgatado do Jardim Zoológico, e veio cá para casa em substituição a dois pastores alemães com porte demasiado grande para coexistirem com as brincadeiras de uma criança de tenra idade. Era um cão preto, com manchas castanhas; um típico Cão de Fila de São Miguel.
Lembro-me tão bem que adorava brincar com ele quando tinha apenas três anos; era o meu melhor amigo. E, apesar de já nessa altura ser maior que eu, adorava entrar no canil, como lhe chamamos, e afagar-lhe o pelo macio, gesto ao qual ele respondia docilmente. Até chorava quando não me permitiam ir ao encontro do meu amigo.
Por tudo isto, sempre fui o seu dono: todos os cães escolhem o seu dono, a pessoa à qual têm o maior respeito, a maior consideração. E tenho a certeza que me defenderia até à morte, se fosse necessário.
Até parece que já antevia algo do género, até pela última mensagem do several mistakes, ensaio sobre a prisão, que dele falava, precisamente.
Foi enterrado hoje de manhã, depois de mais de dez anos de companhia leal e respeito máximo.
Kiko, cumpriste a tua missão, descansa agora.
1 comentário:
Tenho pena de nunca ter tido coragem de entrar na "casinha" dele e lhe fazer uma festa... Que o carinho tão leal permaneça na tua memória durante muitos anos :)
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