O problema está, pois, que o albedo(1) do sítio onde me encontro parece ser sempre muito menor que o do resto do planeta. E os poucos milímetros de precipitação do resto do mundo parecem multiplicar-se até atingirem alguns metros, nesta zona.
Chove intensamente e as nuvens tapam cerca de sessenta por cento da radiação que cá devia chegar. Mas nesses dez por cento de luz que ainda chega, eu encontro os meus motivos para sorrir. É sempre bom acreditar que esses dez por cento se poderiam, um dia, multiplicar por dois, por três, ou, quem sabe, até mesmo por sete. Seria perfeito.
Mas, enquanto esse dia não chega (se chegar), resta-me apenas o pensamento de que aquele é o abrigo que há tantos anos procuro. Parece que vejo, lá ao fundo, uma casinha abandonada onde me posso recolher da chuva e aquecer, depois deste temporal. Pode ser apenas uma miragem; espero que seja mais que isso.
Esta mensagem é completamente ficfactual. Parece-me que há um blog mais apropriado para este tipo de mensagens, mas acho que o autor desse blog não se importa que também eu use destas.
(1) Para os mais incultos (e para os que não são de Ciências), o albedo da Terra é a percentagem de radiação que o planeta recebe, vinda do Sol. O albedo da Terra é de setenta por cento. (Agora estão a pensar: "olha o Brázio a mostrar que percebe de Química de décimo". É mentira.)
3 comentários:
Um conselho: a partir de agora, não mistures lamechices com química. Ou mesmo física.
E evita matemática também, a nossa conversa sobre assímptotas de esperança já chegou para isso.
Luís.... Não é Química de 10.º xD! É Física de 10.º!!!!
E claro que não me importo.
PS: Para quê tantas nuvens??? Pensa que o teu estado espírito não segue o tempo atmosférico :)!
Gostei tanto *-* (embora não seja de ciências xD)
De certo, não será uma miragem (:
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